Conheça os Ad Breaks e descubra como ganhar dinheiro no Facebook.

3 min. leitura
Os Ad Breaks ou intervalos comerciais chegaram a Portugal. Descubra o que são, como funcionam e perceba se tem o que é preciso para utilizar este novo formato de publicidade do Facebook.
ad breaks

 

Há muito que os intervalos e a publicidade andam de mãos dadas. Somos bombardeados com anúncios durante os intervalos das novelas na TV. No meio das músicas da rádio. No cinema entre sessões e enquanto aguardamos pelo filme. E era uma questão de tempo até termos intervalos com publicidade também no Facebook. Se não sabe do que estou a falar, provavelmente ainda não ouviu falar dos Ad Breaks.

Este novo formato do Facebook foi lançado no inicio do ano passado e criado a pensar nos editores e produtores de conteúdo em vídeo. Basicamente o que acontece é o seguinte: os anúncios são posicionados entre os videos que o utilizador publica, convertendo as visualizações em lucro!

Parece incrível não é? E aposto que já está ansioso por pôr os seus vídeos das férias a render. Mas calma. Nem todos podemos utilizar os Ad Breaks. Há alguns requisitos que precisamos de cumprir para estamos elegíveis para utilizar esta ferramenta.

Não tem 10.000 seguidores? Esqueça as receitas.

Em primeiro lugar os vídeos devem ser colocados em páginas, não em perfis pessoais. Por isso, se tem um projeto online, uma marca, se é blogger ou influencer, provavelmente é a pessoa ideal para utilizar os Ad Breaks. Para além disso, a página em questão deve ter mais de 10.000 seguidores. Desta forma o facebook garante que os anúncios terão alcance suficiente.

Vídeos de pelo menos 3 minutos.

Para começar a utilizar os Ad Breaks, certifique-se de que tem um vídeo suficientemente longo. Esqueça os vines e os gifs. Os intervalos comerciais só podem ser incluídos em vídeos com uma duração de, pelo menos, três minutos.

Click Bait? Está fora de questão.

As normas do Facebook excluem os conteúdos com informações falsas ou incorretas. Para isso, os vídeo são sujeitos a uma análise detalhada para verificarem se estão de acordo com os “Padrões de Qualificação”. Para além disso, todos os conteúdos que sejam artificialmente distribuídos e que apresentem valores de interação adulterados – como likes, visualizações ou comentários de usuários falsos – não estarão elegíveis para utilizar este formato.

Se está a questionar a viabilidade deste negócio desengane-se. Segundo o criador do Facebook, Mark Zuckerberg, nas duas primeiras semanas em que foi lançado – nos EUA, Reino Unido, Irlanda , Nova Zelândia e Austrália – o Ad Breaks teve uma adesão de mais de 20% dos editores e criadores de conteúdo. Deste grupo de pioneiros, 10% obteve mais 1000 dólares só nos primeiros 15 dias.

Esta ferramenta será certamente um incentivo para atrair novos criadores de conteúdo e levar os atuais a produzir com mais frequência e melhor qualidade. E no meio de cada vez mais ruído publicitário, só os conteúdos verdadeiramente inovadores sem vão destacar.

Se ainda não se cruzaram com nenhum destes intervalos comerciais fiquem atentos, porque já estão a ser implementados em Portugal. O nosso país passa agora a ser elegível para este novo formato a par de Espanha, Bélgica, Dinamarca, Suécia e tantos outros. Parece que finalmente começamos a estar ao nível dos grandes países da Europa. Se bem que neste caso, preferia que se esquecessem de nós. Estão a imaginar o que é estar a ver um vídeo e, de repente, verem a imagem ou o discurso de alguém ser interrompido por um anúncio a giletes de barbear ou testes de gravidez? Ah, espere..já acontecia no Youtube.

Cláudia Machado

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