Content Marketing: o que é marketing de conteúdo e como aplicá-lo no seu negócio.

30 min. leitura
Se alguma vez procurou por algo relacionado com o marketing digital na internet, certamente já se deparou com o termo content marketing. Isso não é à toa. Também conhecida como marketing de conteúdo, essa estratégia é o grande oásis do meio digital nos dias atuais. Graças a isso, são muitos os comentários em fóruns, sites e redes sociais acerca do tema.
content marketing

 

“Mas, afinal, o que é content marketing?”, pode ser a sua pergunta neste momento. Se tem esta dúvida, não se preocupe, pois chegou ao lugar certo.

No artigo a seguir, vai ficar a saber tudo sobre a utilização marketing de conteúdo e como aplicá-lo nos seus negócios. Fique connosco! Há muito para aprender.

O que é content marketing?

Dá-se o nome de content marketing a todas as ações de produção de conteúdo com um objetivo definido de marketing. Isso inclui artigos, e-books, vídeos, posts em redes sociais, apresentações de slides, materiais ricos e outros formatos.

Se ainda não entendeu, continue a ler, pois vamos explicar de forma ainda mais didática.

Há muito tempo, a publicidade era a mais poderosa ferramenta de media existente.

Ainda hoje é possível observá-la em diversos canais de comunicação tradicionais. Por exemplo, outdoors, cartazes, flyers, anúncios em jornais, revistas, spots de rádio e tv.

Com o surgimento e a ascensão da internet, vislumbrou-se um novo método de atingir os consumidores no quotidiano e, assim, surgiu o marketing digital.

As pessoas passaram a aceder à web cada vez mais(mais de 5.9 milhões utilizadores em Portugal). Diversas empresas perceberam a oportunidade e começaram a anunciar em canais pagos, como banners e links patrocinados.

Mas, ao contrário dos meios offline, na internet o usuário detém o controlo da situação. Ele escolhe em que links, botões, abas ou sites carregar. Desta forma, começou a evitar a publicidade e aceder somente àquilo que fosse do seu interesse. Na “era da web”, as coisas acontecem a grande velocidade. Ninguém quer perder tempo com páginas que não acrescentam nada.

Mensagens promocionais de e-mail tornaram-se spams, pop-ups são cada vez mais indesejados e a publicidade apenas pela publicidade acabou transformando-se em algo antiquado no meio digital.

Nesse contexto surge o marketing de conteúdo, uma forma de se relacionar com as pessoas antes de tentar vender o que seja.

No content marketing, a ideia é ajudar o consumidor para que ele adquira confiança na marca, olhe para ela como autoridade num assunto e, por fim, opte pelo produto ou serviço oferecido por essa empresa.

Isso significa que, em vez do diálogo iniciar com a negociação, há antes um processo de conversação (que pode durar alguns minutos ou vários meses, dependendo do caso), no qual se estabelece uma conexão que resulta em segurança na compra.

Lembre-se que diante do grande volume de informações disponíveis, o consumidor digital é altamente exigente e não se ilude com falsas promessas. Por isso, esses vínculos são essenciais não apenas para convertê-lo em cliente, mas para mantê-lo leal à marca.

Esse também é o motivo pelo qual o content marketing não é uma estratégia de resultados imediatos. É uma revolucionária ação que pensa no Retorno Sobre o Investimento (ROI) a longo prazo, modernizando o posicionamento das empresas diante do comportamento do internauta.

Em resumo, o marketing de conteúdo é a melhor forma de envolver, interagir e encantar os consumidores e clientes, gerando autoridade e construindo relacionamentos através da criação de conteúdo útil e relevante.

Porque usar marketing de conteúdo?

Existe uma série de razões pelas quais as empresas deveriam usar o content marketing. A primeira delas é, sem dúvida, uma das mais importantes: o marketing de conteúdo cria uma relação entre o consumidor e a empresa.

Como dito, o usuário de internet não liga muito para a publicidade explícita. O marketing de conteúdo é diferenciado porque atrai as pessoas de uma forma não invasiva, muito pelo contrário.

Como vamos ver mais à frente, é o próprio consumidor que chega até a marca e opta por iniciar o diálogo.

Assim, o primeiro passo é dado pelas pessoas para as quais a empresa deseja vender. Essa ação também funciona como uma espécie de filtro.

Vamos comparar com um exemplo de media tradicional. Quando há um anúncio num outdoor, muitas pessoas poderão vê-lo. Afinal, há diversos peões e carros a passar por ali.

Na internet, ao contrário, há diversas formas de segmentação, inclusive nos meios pagos. O content marketing, no entanto, funciona naturalmente como uma seleção, já que apenas pessoas interessadas no seu produto ou serviço consumirão o conteúdo.

Não se preocupe, pois vamos falar mais adiante sobre como isso funciona na prática.

Bem, se ainda não ficou convencido com a argumentação anterior, talvez os números o ajudem a compreender melhor a força desta estratégia.

Segundo algumas instituições de referência, estas são algumas das principais métricas relacionadas ao marketing de conteúdo:

  •  O Marketing de Conteúdo é 62% mais barato e 3 vezes mais efetivo que as estratégias de marketing tradicional  (Content Marketing Institute)
  •  Quase metade das pessoas entre 18 e 49 anos preferem consumir informação online  (Pew Research Center)
  •  60% dos profissionais de marketing criam pelo menos uma peça de conteúdo por dia  (eMarketer)
  •  O Content Marketing tem seis vezes mais poder de conversão que o marketing tradicional  (Aberdeen)
  •  Empresas que divulgam mais de 16 blog posts mensais alcançam 3.5 vezes mais tráfego do que aquelas que produzem entre 0 e 4  (Hubspot)
  •  78% dos Chief Marketing Officer’s acham que o conteúdo personalizado é o futuro do marketing  (Demand Metric)

Pois é, não podemos negar que essa é uma tendência que veio para ficar. E as empresas que não se adaptarem às necessidades dos seus consumidores, certamente perderão espaço para a concorrência.

Como começou o content marketing?

Vamos falar um pouco sobre a história do marketing de conteúdo? Apesar desse conceito existir há pouco tempo, podemos dizer que ele já é aplicado há muitos anos. Muitos mais do que possa imaginar, na verdade.

Um dos primeiros registos que podemos encontrar é de 1677, quando, a fim de divulgar a novíssima invenção da mangueira para bombeiros, Jan van der Heijden e o seu irmão Nicolaes criaram alguns materiais e realizaram ações promocionais.

A primeira delas foi um white paper, que comparava a invenção com modelos de mangueira mais antigos. Depois publicaram um livro que contava a história dos Bombeiros e alertava para os principais riscos de incêndio.

Mas não parou por aí. Van der Heijden também fazia demonstrações abertas do seu produto e negociava gratuitamente com algumas autarquias para que outras empresas públicas observassem o exemplo.

Isso tudo, como poderá ver a seguir, segue o mesmo padrão de algumas das principais táticas online.

Mas há outros exemplos que vieram muito antes da era da internet. O Guia Michelin, por exemplo, leva-nos ao fim do século XIX. Basicamente, continha informações turísticas, como restaurantes, hotéis e outra atrações para viajantes.

Note que a Michelin não se envolvia com o mercado de turismo, mas esse tipo de conteúdo certamente era valioso para o seu público-alvo. Afinal, as pessoas viajavam bastante de carro, meio de transporte que utiliza o produto em questão: pneus.

Alguns “produtos” da indústria do entretenimento também apostavam no content marketing muito antes de ele ser assim chamado.

É o caso de Star Wars, por exemplo. Muita gente não sabe, mas os filmes nunca foram a principal fonte de renda de George Lucas, mas sim os milhões de brinquedos e outros produtos licenciados que vendiam por todo o mundo.

A Nintendo é outra marca que apostava na criação de conteúdo relevante para a sua audiência. Assim como Lego e G.I. Joe, por exemplo. E, mais recentemente, a gigante do streaming, a Netflix.

Hoje, há diversas empresas que utilizam essa estratégia e conseguem excelentes resultados. E ela funciona para qualquer segmento ou tamanho de empresa, desde empresas individuais e startups a grandes multinacionais.

É claro que existem diferenças na sua utilização, trazidas pela limitação de budget ou especificidades do mercado. Mas, sem dúvida, o marketing de conteúdo pode trazer benefícios aos mais diversos modelos de negócio.

Qual é a diferença entre marketing de conteúdo e a publicidade paga?

O marketing de conteúdo e a publicidade paga (ou links patrocinados) são dois lados da mesma moeda. Enquanto o primeiro é caracterizado pela otimização orgânica (ou seja, sem investimento financeiro), o segundo exige a aplicação de recursos.

Embora possam ter objetivos semelhantes, a grande diferença entre elas está na metodologia. Enquanto uma utiliza a comunicação unidirecional, quando a marca chega até ao consumidor, a outra segue o sentido oposto. Ou seja, no content marketing, é o consumidor que chega até a marca e a comunicação torna-se bidirecional. Fica estabelecido um diálogo.

Apesar disso, ambas têm as suas vantagens e desvantagens. A mais notória delas é, possivelmente, a velocidade dos resultados.

Enquanto uma campanha paga pode alcançar o objetivo rapidamente (de acordo com o volume de investimento), o marketing de conteúdo leva mais tempo. Apesar disso, os seus resultados são mais permanentes. Existem, inclusive, muitas empresas que utilizam ambos os formatos simultaneamente, com um a servir de suporte ao outro.

Como funciona o content marketing na prática?

Marketing de conteúdo e inbound marketing

Não há como falar de content marketing sem falar da sua relação com o inbound marketing (ou marketing de entrada).

Neste texto, dissemos várias vezes que a iniciativa parte do usuário, que é o responsável por encontrar a marca e estabelecer um diálogo.

A seguir, vamos ver exatamente como funciona cada uma das etapas da metodologia inbound e como o conteúdo é o principal alicerce para o funcionamento dessa estratégia.

Planeamento

Como qualquer estratégia de marketing digital, uma boa ação de inbound marketing começa com o planeamento.

Vítor Peçanha, um dos fundadores da empresa brasileira Rock Content, apresenta no seu livro “Obrigado pelo Marketing” três perguntas que precisam ser respondidas antes do início da execução. São elas:

  • Porquê?
  • Para quem?
  • Como?

É claro que cada uma delas deve ser esmiuçada com cuidado, com o objetivo de evitar imprevistos e estabelecer uma rota para o projeto.

Objetivos (Porquê?)

Nessa fase são definidos alguns fatores cruciais para a execução da campanha. O primeiro deles são os objetivos primários e secundários.

Todos esses objetivos devem ser específicos e quantificáveis. Nada de “aumentar os lucros” ou “ter um papel mais significativo no mercado”, já que estes são demasiado brandos.

Além de definidos, todos os objetivos devem vir acompanhados de métricas para avaliação.

O content marketing serve como estratégia principal ou suplementar para qualquer objetivo de negócio. Apesar disso, existem alguns mais comuns, sobre os quais vamos falar a seguir.

Branding

Esse objetivo está associado à visibilidade ou o reconhecimento da marca diante dos consumidores. Não apenas em relação à empresa, mas também a perspetiva das pessoas em relação aos produtos, experiências relacionadas ou impressões.

É como o usuário vê uma organização e tudo o que está relacionado com ela. É uma empresa de confiança? Trata bem os seus funcionários? Preocupa-se com o meio ambiente? A sua identidade visual é reconhecida? O seu site, blog ou app são informativos e úteis?

Assim sendo, o branding é um valor ligado à perceção, mas também à quantidade de pessoas que conhecem uma marca.

Geralmente esse objetivo é analisado por meio de métricas como o tráfego total, alcance de posts, links de entrada, entre outras.

Engagement

O engagement é um objetivo relacionado às interações sociais com uma marca. Se a sua empresa quer desenvolver o relacionamento com os consumidores, esse provavelmente é o seu alvo.

No marketing de conteúdo, ele pode ser calculado de diversas formas. Algumas das métricas mais utilizadas são as de redes sociais, como partilhas, likes, comentários e outras reações.

Apesar disso, há muitos outros modos para medir estes resultados. Os cliques em mensagens de e-mail, visualizações de vídeo numa landing page ou os comentários no blog, por exemplo, também dizem respeito ao engagement.

Geração e nutrição de leads

Esse é, provavelmente, o objetivo mais comum entre as empresas que aplicam o marketing de conteúdo.

Mas, afinal, o que é um lead?

Um lead é nada menos que alguém que revela interesse no seu produto ou serviço.

Vamos ver um exemplo. Suponhamos que Nuno, um engenheiro civil de 45 anos seja um fã e praticante de aeromodelismo. Ao buscar informações na internet sobre o tema, ele acaba por encontrar um blog post que tira todas as suas dúvidas a respeito do assunto.

Depois de ler este artigo, ele fica encantado com a relevância do conteúdo e decide assinar a newsletter para receber mais informações através do e-mail.

Se a sua empresa fosse fornecedora de peças para aeromodelismo, provavelmente gostaria de relacionar-se com o Nuno, certo?

É exatamente assim que funciona o content marketing: ceder conteúdo valioso para um público segmentado.

Em resumo, um lead é um cliente em potencial ou um prospect que, por conta própria, decidiu iniciar um diálogo com uma marca.

Ele é um bem extremamente valioso no mundo do marketing digital, já que as chances de se tornar um cliente são grandes, justamente por demonstrar interesse prévio no que aquela empresa vende.

Aqui vale a pena lembrar que os leads, depois de recolhidos, são qualificados num processo que chamamos de nutrição de leads (ou lead nurturing). Assim, torna-se possível identificar aqueles que estão mais propensos a fechar um negócio. Não se preocupe, pois vamos retomar este tema mais adiante.

Algumas das métricas mais valiosas para avaliação de leads são a taxa de conversão, o retorno sobre o investimento e a taxa de cliques (CTR).

Quer saber mais sobre Leads: leia este artigo.

Reduzir custos

Em negócios onde já há uma base solidificada também é possível aplicar uma estratégia de marketing de conteúdo.

Ao contrário dos demais objetivos citados aqui, este não tem como principal foco o aumento ou a retenção da base de clientes, mas a redução dos custos por aquisição.

É possível, por exemplo, realizar mudanças para atrair mais pessoas através de estratégias de SEO e, consequentemente, reduzir o custo de aquisição de lead. Ou, ainda, melhorar as margens de retenção dos atuais clientes e reduzir o custo de aquisição de novos clientes.

Algumas das principais métricas relacionadas a esse objetivo são o custo de aquisição de clientes (CAC) e o já citado custo de aquisição de lead.

Aumentar a autoridade

Esse objetivo é bem incomum quando falamos sobre prioridade nas empresas. Porém, acaba por se tornar um efeito secundário quase inevitável ao aplicarmos o marketing de conteúdo.

A palavra autoridade, assim como o branding, está relacionada com a perceção das pessoas em relação a uma marca.

Porém, aqui utilizamos uma interpretação diferente, já que no mercado isso não serve apenas para captar clientes, mas também para aumentar o número de oportunidades com outros stakeholders.

Ao criar conteúdo relevante e divulgá-lo na internet, as pessoas passam a respeitar uma marca ou pessoa como uma referência a ser seguida.

Obviamente, isso gera não apenas um networking qualificado, como também muitas novas oportunidades para realizar parcerias e estabelecer conexões valiosas.

Algumas métricas importantes neste tópico são o tempo de permanência na página, taxa de abertura de e-mails e taxa de downloads, por exemplo.

Educar o mercado

Esse é um objetivo muito comum no ramo da tecnologia e SaaS (Software as a Service), mas também é valioso para outros segmentos.

Imagine que uma empresa acaba de criar um software para implementação de cloud computing e planeia lançá-lo no mercado.

Porém, se as pessoas não sabem o que é cloud computing, certamente alguém precisará ensiná-las, não é verdade?

E essa pode ser a função do content marketing. Quando há uma novidade sobre a qual nem todos sabem, é muito comum utilizá-lo para “ensinar” às pessoas do que se trata e quais são os seus principais benefícios.

As métricas aqui são bem variáveis, mas algumas das mais comuns são as visualizações do vídeo, downloads do ebook ou inscrições num webinar.

Reter clientes

Por fim, mas não menos importante, um dos objetivos mais comuns do content marketing é a retenção de clientes.

Ora, é sabido por qualquer empreendedor que é muito mais barato manter os clientes atuais do que atrair novos compradores. Philip Kotler, um dos maiores nomes do marketing internacional, diz no seu livro Administração de Marketing que esse valor pode ser até cinco vezes inferior.

Desta forma, não é de se surpreender que muitas empresas utilizem o marketing de conteúdo para manter o relacionamento com antigos clientes, tanto no formato de subscrição como na reativação, ou seja, o pós-venda.

Criar conteúdo para as pessoas que já realizaram negócios é uma ótima forma de mantê-las leais. Muitas vezes um FAQ, uma demonstração de produto ou um ebook com táticas avançadas para utilização geram ótimos resultados.

É claro que existem muitos outros objetivos de marketing, que variam de acordo com o negócio, segmento, circunstância ou quaisquer outros fatores influenciadores.

Elaboração de Personas (Para quem?)

A persona é um conceito que surgiu em meio ao marketing digital. Diferente da segmentação aplicada no marketing tradicional, ela é muito mais específica.

Pelas suas semelhanças, muitas pessoas confundem os conceitos de público-alvo e buyer persona.

O primeiro é muito utilizado no marketing tradicional, definindo um grupo, através de dados demográficos, para o qual as campanhas de marketing eram direcionadas.

Veja o exemplo a seguir:

Mulheres entre 21 e 27 anos, pertencentes à classe A, com formação na área da saúde e residentes em Lisboa.

Na era da internet, a definição foi atualizada e tornou-se mais específica: persona é uma personagem fictícia que representa o seu consumidor ideal.

A sua criação é baseada em informações adquiridas por meio de estudos de mercado ou ferramentas analíticas na internet (como o Facebook Insights e o Google Analytics), além, é claro, do conhecimento prévio adquirido ao longo dos anos.

Veja um exemplo:

Mário César, 22 anos, estudante de publicidade. Heavy user de redes sociais e aficionado por tecnologia. Procura informação principalmente pelo Facebook. Gosta de séries de TV e BD. Tem problemas para se manter num emprego fixo e gosta muito de viajar.

Note que, diante desta breve descrição, já é possível implementar uma comunicação bastante dirigida.

Suponhamos que esse perfil seja o utilizado por uma instituição de ensino. É possível criar conteúdo direcionado à persona, mesmo que não seja relacionado diretamente à temática educação.

Veja alguns exemplos de títulos que poderiam atrair esta persona:

  • As séries de TV que todos os publicitários deveriam ver;
  • Verão! Conheça algumas das melhores esplanadas com wifi disponível!;
  • Quer trabalhar a viajar? Saiba quais são as principais opções;

Além disso, já sabemos qual será o principal canal de aquisição desta persona, certo? Nesse caso, o Facebook será uma ferramenta valiosa.

Através dessa representação, a sua equipa estará apta a dialogar com uma única pessoa e as suas ações de Inbound Marketing serão muito mais efetivas.

Para um melhor direcionamento, veja algumas informações valiosas acerca da sua persona:

  • Nome
  • Cargo
  • Nome da empresa
  • Dimensão da empresa
  • Detalhes do Cargo
  • Dados demográficos
  • Idade
  • Gênero
  • Salário
  • Domicílio
  • Educação
  • Família
  • Objetivos e desafios pessoais
  • Objetivo primário
  • Objetivo secundário
  • Como a sua empresa pode ajudar a persona a alcançar esses objetivos?
  • Desafio primário
  • Desafio secundário
  • Como a sua empresa pode ajudar a persona a resolver esses problemas?
  • Hobbies
  • Medos e valores
  • Canais de informação

Canais e formatos (Como?)

Definida a persona, chega o momento de definir qual o tipo de conteúdo que irá produzir e como fará para que ele chegue à sua audiência.

Aqui, é importante ressaltar que não existe uma fórmula pronta para o sucesso.

Um podcast pode ser mais valioso para gerar leads num determinado segmento, enquanto um ebook pode trazer melhores resultados noutro.

Assim como o Facebook pode ser um bom canal de divulgação para uma persona, mas para outra não.

Qualquer conteúdo tem um formato (por exemplo, vídeo, áudio ou imagem) e um canal (como e-mail marketing, Instagram ou blog).

Diante de testes e análises, é possível definir quais são os melhores para cada negócio. Mas isso não significa que eles não podem variar. Afinal, assim como um negócio pode mudar de objetivos, os hábitos e costumes dos internautas também se alteram.

Graças a isso, é essencial manter-se atualizado com relação aos números e métricas que

conduzem uma estratégia digital.

Existem, basicamente, três canais de divulgação. São eles:

  • Meios próprios: website, mailing list, blog, hotsite, perfil em redes sociais
  • Meios pagos: links patrocinados, anúncios, remarketing, rede de display
  • Meios adquiridos: buzz marketing, partilha social, menções e reviews.

Para o melhor aproveitamento dos mesmos, o ideal é que eles sejam trabalhados em conjunto, levando a estratégia digital a um patamar colaborativo.

Agora, vamos falar sobre cada um dos principais formatos disponíveis na web.

Blog posts

Esse é, de longe, o tipo de conteúdo mais comum na internet. São artigos que procuram esclarecer as dúvidas dos usuários e que são publicados em blogs com regularidade.

Repare que o blog é o canal e o blog post é o formato. Esse é o pilar do marketing de conteúdo, uma vez que é o grande responsável por atrair visitantes.

Funciona assim: são escolhidas palavras-chave relevantes para um determinado público e, com base nelas, um redator escreve um texto otimizado para os mecanismos de busca.

Essas técnicas são conhecidas como Searching Engine Optimization (SEO). Para saber mais sobre SEO, veja o nosso artigo completo sobre o assunto.

Ebooks

Os ebooks são um dos principais meios para aquisição de leads na internet. Geralmente são mais completos e aprofundados, para quando o leitor deseja saber detalhes mais técnicos sobre um determinado tema.

Eles são anexados a uma página de conversão. Isso significa que, para fazer o download do livro digital, o usuário deverá ceder alguns dados. Assim, ele torna-se um lead.

Alguns dos dados mais comuns solicitados para começar a descarregar um ebook são:

  • Nome
  • E-mail
  • Empresa
  • Tamanho da Empresa
  • Profissão

Apesar disso, mais uma vez, não existe um padrão ideal de perguntas. O importante é solicitar informações que sejam valiosas para o seu negócio. Vale, inclusive, fazer perguntas abertas, como “Já utilizou o produto X alguma vez?”.

Ah, mais uma coisa: existem plataformas para recolha de dados que identificam o e-mail do utilizador e modificam as perguntas conforme o material a ser descarregado. Assim, se uma mesma pessoa faz o download de dois ebooks diferentes, será possível exigir informações distintas para desbloquear o acesso.

Vídeos

Talvez a grande estrela do marketing digital nos dias atuais, o video marketing apresenta-se como um ótimo formato de conteúdo a ser distribuído numa estratégia online.

Especula-se, inclusive, que num futuro próximo eles serão o formato mais comum na esfera digital.

Os vídeos são fixados com maior facilidade na mente dos usuários, mas em contrapartida também exigem mais recursos na sua criação.

Existem diversos canais para divulgá-los, inclusive aplicações como Instagram, YouTube e WhatsApp.

Webinars

Os webinars são também conteúdos em vídeo. A grande diferença, nesse caso, é que são em direto e contam com a participação ativa do usuário na sua construção.

Esse formato costuma gerar muita interação, já que as reações sociais e os comentários são estimulados. Também é uma ótima ferramenta de feedback e uma forma de responder às dúvidas mais frequentes dos utilizadores.

Também são máquinas de geração de leads. É possível convidar as pessoas para se inscreverem no webinar e solicitar o e-mail como pré-requisito, por exemplo, o que vai aumentar a sua base de dados exponencialmente.

Infográficos

Outro formato muito popular nos dias atuais são os infográficos, que têm crescido imenso. Isso porque condensam as informações e as colocam de forma mais prática para o usuário, o que facilita o consumo.

Eles conciliam imagem e texto e são formatados com um design diferente e, graças a isso, geram muito mais partilhas.

Também são muito utilizados para complementar outros formatos, como vídeos e blog posts. Além disso, existem diferentes tipos de infográficos. Os mais populares são os estáticos, mas há também os animados e os interativos.

Apresentações de slides

As apresentações de slides são utilizadas, geralmente, em conteúdos educativos. Por exemplo, se a empresa quer ensinar algo para o público de forma didática e deixar que o usuário fique no controlo da situação.

Este formato é menos comum, mas também possui as suas vantagens. De forma similar aos ebooks, é possível solicitar informações para desbloquear. Redes sociais, como LinkedIn e SlideShare, são ótimos canais para partilha.

Podcasts

Os podcasts são conteúdos feitos exclusivamente em áudio. Assim como um dia se especulou que o rádio teria os seus dias contados devido à ascensão da televisão, também foi previsto que os podcasts não teriam um lugar ao sol por muito tempo.

Apesar disso, o formato prosperou. Principalmente porque é um dos poucos modelos que podem ser consumidos simultaneamente com outras atividades.

Por exemplo, é possível ouvir um podcast enquanto conduz, caminha ou realiza tarefas domésticas.

Esse formato também exige um pouco mais de conhecimento técnico, mas há diversas ferramentas disponíveis gratuitamente na web para a sua edição.

Posts em redes sociais

Os posts em redes sociais também são um formato de conteúdo, muito embora nem sempre sejam assim classificados.

Aqui, a grande diferença é o tamanho dos posts, geralmente mais curtos, principalmente em redes sociais como Instagram e Twitter.

Essa é a melhor forma de investir em buzz marketing, já que as plataformas sociais são fontes de likes, partilhas, comentários e outras reações. Ou seja, geram muita interação e alcance orgânico.

Fluxo de nutrição

Muito embora o e-mail marketing seja mais utilizado como canal de divulgação, ele também pode tornar-se um poderoso formato de conteúdo.

Diversas empresas enviam informações exclusivas no que chamamos de fluxo de nutrição.

São mensagens sequenciais enviadas de forma automatizada. Isso significa que a continuação só chega para utilizadores que abriram o primeiro e-mail.

Os fluxos são bastante úteis e ajudam a identificar reais oportunidades de negócio. Por isso, é muito importante saber utilizá-los de forma eficaz.

Materiais ricos

Existem ainda muitas outras formas de se utilizar o conteúdo numa estratégia de marketing digital. O principal é ter em mente que é preciso ser útil para o seu consumidor.

Estudos de mercado, aulas gratuitas, ferramentas, kits, estudos de caso, testes, quizzes, templates. Tudo isso pode vir a ser algo que os seus visitantes gostariam de ter.

A distribuição de conteúdo relevante certamente fará com que o público se aproxime da sua marca. Ao mesmo tempo, a que esteja muito mais predisposto a fechar um negócio.

Definição de KPIs

Como em qualquer estratégia de marketing digital, as métricas são a bússola para que se determine se está a percorrer o caminho certo ou se devem ser realizados ajustes estratégicos.

Na web, tudo pode ser quantificado e avaliado, assim é preciso usar essa vantagem a seu favor. Porém, também é necessário ter muito cuidado para não se perder no meio de tantos dados e números.

Por isso, deverão ser selecionados poucos KPIs (Key Performance Indicators). Eles são também conhecidos como Indicadores-Chave de Performance, e são as principais métricas que devem ser acompanhadas.

O ideal é que exista foco em, no máximo, três deles, dependendo da estratégia. Assim, não podemos permitir que o excesso de dados atrapalhe a interpretação.

Por exemplo, se o seu objetivo é aumentar o reconhecimento da marca, o número de seguidores é uma métrica da vaidade, sem grande valor real para a estratégia. Nesse caso, o mais valioso é estudar o alcance, já que a meta é visibilidade.

Aqui temos também um artigo sobre algumas das principais métricas de marketing digital, caso pretenda aprofundar um pouco mais o tema.

Se quiser saber mais sobre KPI, pode também consultar o nosso artigo: O que são e qual a importância dos KPIs nas análises do Marketing Digital.

Como o content marketing se relaciona com o inbound marketing e o funil de vendas?

É impossível falar de content marketing sem falar na metodologia inbound. Afinal, essa é a grande ferramenta da web, utilizada por grandes empresas e tida como a grande máquina de vendas da era digital.

Podemos dizer que, enquanto o inbound marketing é a parede que sustenta a rentabilidade de um negócio, o conteúdo são os tijolos que a constroem.

Se não percebeu nada do que foi dito até aqui, não se preocupe.

Para entender melhor a diferença entre o marketing de conteúdo e o inbound marketing, temos um artigo que explica tudo direitinho.

Entretanto, nas linhas a seguir, vamos demonstrar com um exemplo prático como funcionam cada uma das etapas que compõem o método conhecido como inbound marketing.

Atração

A etapa da atração é aquela na qual mais se produz conteúdo para a web. Isso acontece pois o seu principal objetivo é atrair o maior número de pessoas possível para um blog.

Imagine que o seu site é um barco de pesca, a web é o mar e os usuários são os peixes que nele vivem. O que mais deseja é que os peixes se aproximem da embarcação, certo? Pois é, um blog post é o isco que será lançado para os atrair.

Mas é claro que não vai querer pescar qualquer tipo de peixe. É preciso selecionar aqueles que realmente podem servir para os seus interesses. Assim, o isco deve apanhar somente aqueles que importam.

Na nossa analogia, o blog corporativo é o principal responsável por isso. A equipa de marketing deve selecionar keywords relevantes para o público e desenvolver um artigo que responda às possíveis dúvidas do usuário.

Vamos a um exemplo prático, para traduzir o método de uma forma ainda mais didática.

Imagine que uma florista tem um blog. Para tal, foi definida uma persona e, no blog, são criados os seguintes artigos:

  • Como criar um jardim de inverno na sua casa
  • As melhores flores para cultivar num apartamento
  • Sementes de girassol: onde comprar online?

Nesse caso, Beatriz, uma médica de 33 anos que se encaixa na persona, procurou no Google o termo de pesquisa “jardim de inverno”.

Como a nossa florista criou um artigo excelente do ponto de vista do Google, ele está posicionado em segundo lugar. Quando a Beatriz carregar no link, ela será atraída para o seu blog.

Conversão

Ainda na metodologia inbound, chegamos à etapa da conversão. Depois de ler todo o artigo (um conteúdo de qualidade completo e que respondeu às suas dúvidas), Beatriz depara-se com um CTA no fim do texto.

CTA é a abreviação de Call to Action, que acompanha cada artigo publicado no blog. Ela pode ter diferentes objetivos, mas para explicar a aplicação do inbound marketing, vamos considerar que convida o leitor a descarregar um ebook.

Nesse caso, o título do livro digital é “Passo a passo para criar uma horta em casa”. Perceba que ambos os conteúdos estão relacionados, então faz sentido que Beatriz continue na jornada.

Quando ela carrega no link, é aberto um questionário, o qual ela precisa responder para ter acesso ao download.

E, assim, ao ceder seus dados de contacto, ela torna-se um lead. Repare que ela Pede para receber informações por conta própria num canal pessoal. A partir deste instante, ela iniciou uma relação com a marca.

Aproximação

Agora que já tem acesso ao contacto da Beatriz, é hora de fortalecer os laços entre o possível cliente e a empresa.

Aqui, geralmente são utilizadas ferramentas de automação de e-mail marketing para enviar fluxos de nutrição, ou seja, informações úteis para a persona.

Entre as mensagens enviadas, estão algumas recomendações de artigos, vídeos, uma tabela para controle de sementes, entre outros materiais ricos.

Aqui ocorre a qualificação do lead. O método mais conhecido para qualificá-lo é o chamado “lead scoring” onde, para cada ação realizada pelo usuário, é concedida uma pontuação.

Voltemos ao nosso exemplo. Beatriz carrega num artigo enviado no corpo do e-mail e recebe 10 pontos. Mais tarde, ela faz o download de um ebook e recebe mais 20 pontos. Ao inscrever-se num webinar, ela recebe mais 50.

Assim, ela chega a 100 pontos, valor definido pela empresa como base para se tornar um lead qualificado para vendas.

Agora que ela já confia na marca, interagiu com diversos conteúdos e revelou um grande interesse no que a florista oferece, é chegado o momento de fazer uma oferta. Ela está muito mais apta a fechar um negócio, então as chances de realizar uma compra são grandes.

Este exemplo foi básico, mas a metodologia do funil de vendas funciona em qualquer escala de negócio.

Encantamento

Lembra-se quando, anteriormente, falamos sobre a manutenção da base de clientes? Pois é, o funil de vendas e o inbound marketing também se preocupam com o pós-venda.

Neste, que é o estágio final, a preocupação é em conquistar a lealdade do cliente e mantê-lo. A sua estratégia poderá continuar a criar materiais ricos para este cliente, através do envio de mensagens de e-mail e na aposta no sucesso do cliente.

Alguns dos conteúdos mais produzidos aqui são as FAQs, que respondem às perguntas mais frequentes dos clientes. Mas, é claro, também poderá explorar outros formatos para auxílio da sua base.

Pronto! Agora já sabe o que é o content marketing e está apto a começar a aplicá-lo na sua empresa!

Lucas

Lucas Amaral é jornalista e redator SEO, especialista em marketing digital e consultor de marketing de conteúdo. Nerd, escritor de fantasia e admirador de Portugal. Jogador de D&D e boardgames nas horas vagas.

50% Complete

Subscribe to the Blog and dont miss any update

You will get no Spam and no BS. Just my very best material.

Receive weekly strategies. Unsubscribe anytime.